O Estágio Curricular Supervisionado é considerado o ato educativo supervisionado envolvendo diferentes atividades desenvolvidas no ambiente educacional, que visa à preparação para o trabalho educativo. Assim, o estágio objetiva o aprendizado de vivências próprias do educador matemático e a contextualização curricular, com foco no desenvolvimento de práticas educativas para a vida cidadã e para o trabalho. É uma ação pedagógica, obrigatória, de parceria entre o IFSP Câmpus Hortolândia e a escola de Educação Básica, preferencialmente pública, com o intuito de aprimorar a formação do futuro docente. Por esse motivo, ele é pensado como um movimento amplo do estagiário na escola e na comunidade que a cerca. Segundo o Parecer CNE/CP 28/2001, também são importantes nessa etapa de formação o contato com a elaboração do projeto pedagógico, a organização das turmas e os espaços escolares.

Para sistematizar o processo de implantação, oferta e supervisão de estágios curriculares, observamos o Regulamento de Estágio do IFSP, Portaria nº. 1204/IFSP, de 11 de maio de 2011, elaborado em conformidade com a Lei do Estágio (Nº 11.788/2008) e a Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015, do CNE, dentre outras legislações.

O estágio se inicia no quinto semestre do curso e será orientado, de forma coletiva ou individual, pelo Professor Orientador de Estágio. Os Professores Orientadores de Estágio são docentes do curso de Licenciatura em Matemática, indicados pelo colegiado e designados pelo diretor-geral do câmpus, mediante portaria, com atribuição de duas aulas para essas orientações a cada grupo de vinte alunos.  Em cada semestre, o estagiário deverá cumprir 100 horas com atividades acordadas com os Professores Orientadores de Estágio.

A primeira metade do estágio é dedicada aos anos finais do Ensino Fundamental, tanto regular quanto EJA. No quinto semestre, o aluno realiza observações referentes ao conhecimento do espaço escolar, documentos da escola,  processos de avaliação, reuniões de pais, reuniões pedagógicas, projetos, aulas e demais atividades inerentes à prática docente. No sexto semestre, as ações são direcionadas para a sala de aula e para a relação professor-aluno, com participações na aula do Professor Supervisor (professor da turma), discussão de planos de aula, planejamento e regência de atividades com essa turma.  A divisão para a segunda metade do estágio se mantém, substituindo os anos finais do Ensino Fundamental por Ensino Médio, tanto regular quanto EJA e profissionalizante.

Entre as várias atividades contabilizadas para o cumprimento das 400 horas do estágio, estão a participação em reuniões pedagógicas, reunião de pais, o estudo dos documentos da escola, o acompanhamento nos processos de avaliações externas, a observação e a regência em sala de aula ou qualquer outra ação previamente acordada.

Com o estágio supervisionado, objetiva-se, portanto, auxiliar na compreensão do papel social da escola e no domínio do conhecimento pedagógico, de acordo com o Parecer CNE/CP 09/2001: 

  • compreender o processo de sociabilidade e de ensino e aprendizagem na escola e nas suas relações com o contexto no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele;
  • utilizar conhecimentos sobre a realidade econômica, cultural, política e social, para compreender o contexto e as relações em que está inserida a prática educativa;
  • participar coletiva e cooperativamente da elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação do projeto educativo e curricular da escola, atuando em diferentes contextos da prática profissional, além da sala de aula;
  • promover uma prática educativa que leve em conta as características dos alunos e de seu meio social, seus temas e necessidades do mundo contemporâneo e os princípios, prioridades e objetivos do projeto educativo e curricular;
  • estabelecer relações de parceria e colaboração com os pais e/ou responsáveis dos alunos, de modo a promover sua participação na comunidade escolar e a comunicação entre eles e a escola;
  • criar, planejar, realizar, gerir e avaliar situações didáticas eficazes para a aprendizagem e para o desenvolvimento dos alunos, utilizando o conhecimento das áreas ou disciplinas a serem ensinadas, das temáticas sociais transversais ao currículo escolar, dos contextos sociais considerados relevantes para a aprendizagem escolar, bem como as especificidades didáticas envolvidas;
  • utilizar modos diferentes e flexíveis de organização do tempo, do espaço e de agrupamento dos alunos, para favorecer e enriquecer seu processo de desenvolvimento e aprendizagem;
  • manejar diferentes estratégias de comunicação dos conteúdos, sabendo eleger as mais adequadas, considerando a diversidade dos alunos, os objetivos das atividades propostas e as características dos próprios conteúdos;
  • identificar, analisar e produzir materiais e recursos para utilização didática, diversificando as possíveis atividades e potencializando seu uso em diferentes situações;
  • gerir a classe, a organização do trabalho, estabelecendo uma relação de autoridade e confiança com os alunos;
  • intervir nas situações educativas com sensibilidade, acolhimento e afirmação responsável de sua autoridade;
    • utilizar estratégias diversificadas de avaliação da aprendizagem e, a partir de seus resultados, formular propostas de intervenção pedagógica, considerando o desenvolvimento de diferentes capacidades dos alunos.

Para garantir o acompanhamento dessas ações, o Professor Orientador tem as seguintes atribuições:

  • divulgar o regulamento do estágio aos estudantes;
  • orientar o preenchimento e submissão de documentos junto à Coordenadoria de Extensão (CEX);
  • orientar e acompanhar o plano de atividades de estágio;
  • visitar os ambientes de estágio, se julgar conveniente;
  • avaliar as atividades desenvolvidas no estágio;
  • verificar e validar as horas computadas como estágio;
  • fomentar as discussões das vivências do estágio individualmente e em reuniões coletivas;
  • dar suporte pedagógico às atividades desenvolvidas no estágio;
  • validar as atividades de estágio por meio de documento específico.

O principal instrumento de avaliação do Estágio Supervisionado é o relatório semestral de estágio entregue ao Orientador de Estágio. Esse é um documento de reflexão, elaborado com base nos referenciais teóricos estudados no curso, nas experiências realizadas nas escolas e discutidas nos momentos de orientação. Fica arquivado na coordenadoria de extensão, sob responsabilidade do Coordenador de Estágio, após validado pelo Professor Orientador  e pelo próprio Coordenador de Estágio.

            Este PPC incorpora, nas ementas das Práticas Docentes, Educação em Direitos Humanos, História da Educação, Educação e Sociedade, História da Ciência e Tecnologia e Educação para a inclusão, temas essenciais aos cursos de licenciatura, tais como a formação de professores capacitados para  EJA, educação profissionalizante,  educação indígena e de estudantes com necessidades educacionais específicas, estimulando essa discussão e a realização de parte das horas de estágio com a atenção voltada a esses grupos.

Os seguintes itens serão levados em conta no que diz respeito à avaliação e à aprovação do período de estágio, conforme Portaria nº 1204, de 11 de maio de 2011:

  • a compatibilidade das atividades desenvolvidas com aquelas previstas no Plano de Atividades de Estágio previamente aprovado;
  • a qualidade e eficácia das atividades realizadas;
  • a capacidade inovadora ou criativa demonstrada pelo estagiário;
  • a capacidade de o estagiário se adaptar socialmente ao ambiente institucional.

O resultado das atividades  do estágio  é registrado no fim de cada período letivo, por meio das expressões “cumpriu” / “aprovado” ou “não cumpriu” / “retido”.

O regulamento do Estágio  será aprovado pelo Colegiado do curso e estará disponível aqui