Nos dias 7 e 8 de maio no período noturno (das 19:00 às 22:35) o curso de Licenciatura em Matemática do IFSP-HTO irá promover a II Semana da Educação Matemática. Serão duas palestras na terça-feira dia 7 e duas na quarta-feira dia 8, totalizando quatro palestras. Abaixo segue a programação detalhada do evento e as inscrições.

 

INSCRIÇÕES (clique no link abaixo):

https://is.gd/tRNX1e

 

PROGRAMAÇÃO:

(clique aqui para versão em pdf)

 

Dia 07 de maio de 2019 – terça-feira (Das 19:00 às 20:55)

 

Palestra “Fantástico Mundo Matemático: A matemática como guia para uma vida rebelde e criativa.”

Resumo: O que é matemática? O que é fazer matemática? Como viver a matemática? A matemática é para quem? Responder essas perguntas não é tarefa fácil, mas nós Prof. Régis Varão (Unicamp) e o Joaquim (neto da Dona Sônia), estamos respondendo essas perguntas e muitas outras com o desenvolvimento de um projeto de divulgação científica intitulado Fantástico Mundo Matemático. O que fazemos é apresentar coisas legais de matemática em um clima totalmente agradável. Uma coisa muito legal da matemática é que a melhor forma de aprendê-la é sendo rebelde e criativo. E por isso nós vamos falar também de rebeldia e criatividade nessa palestra.

Conheçam o Joaquim:

www.facebook.com/FantasticoMundoMatematico

www.instagram.com/FantasticoMundoMatematico

 

Palestrante: José Régis Azevedo Varão Filho

 

Professor Doutor do IMECC-UNICAMP. Graduado em Matemática pela Unicamp, Mestre e Doutor pelo IMPA. Pós-doutor pelo ICMC-USP e pela Universidade de Chicago. Sua área de pesquisa concentra-se em Sistemas Dinâmicos e Teoria Ergódica (Texto extraído do Currículo Lattes em Abril de 2019)

 

Dia 07 de maio de 2019 – terça-feira (Das 20:55 às 22:35)

 

Palestra: A matemática e as desigualdades sociais-raciais.

 

Resumo: A matemática é uma disciplina fundamental para compreender e propor soluções que tratem de forma cotidiana o enfrentamento do racismo e das desigualdades sociais no currículo escolar. Ao dialogar  sobre as inúmeras perspectivas que podem ser assumidas pelo(a) professor(a) de matemática ao longo de uma vida profissional, podem ser construídas inúmeras metodologias de trabalho, com qualificada problematização e análise de dados. Esta palestra busca visibilizar possibilidades práticas sobre o ensino de matemática, o trabalho com as africanidades, conforme a lei 10639-03 e a busca por possibilidades que favoreçam a resolução do problema das desigualdades sociais-raciais. 

 

Palestrante: Wilson Queiroz

 

Doutorando em Educação pelo GEPEC - Grupo de Pesquisa em Educação Continuada, UNICAMP 2018, possui graduação em Ciências/Matemática pela Universidade São Francisco (1994); Especialização em Matemática para Professores de Ensino Fundamental e Médio pela Unicamp(2000); professor efetivo III de matemática das redes municipal na cidade de Campinas. Participou como Educador Étnico, do Programa MIPID - Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade da Secretaria Municipal de Educação (2003 a 2007) para implementação da lei 10639/03, atuando com professores, gestores e alunos. Desenvolve pesquisa e projetos de estudos sobre História da África e pedagogia étnico-racial e ensino de matemática. Poeta escritor de cordéis. Editor do INFORMAFRICATIVO, na EMEF Oziel Alves Pereira, publicação que trata da temática das Africanidades na educação, membro do CONEPPA - Coletivo Negro com Práticas Pedagógicas em Africanidades. (Texto extraído do Currículo Lattes em Abril de 2019)

 

Dia 08 de maio de 2019 – quarta-feira (Das 19:00 às 20:40)

 

Palestra: Práticas Culturais (Re)Construídas Quando Aulas de Matemática São Mediadas pela Internet em um Ambiente Híbrido

 

Resumo: A internet tem sido uma fonte crescente de recursos que podem ser utilizados para o ensino. Pesquisas têm mostrado a contribuição de softwares, vídeos, dentre outros materiais online para o ensino e aprendizagem da Matemática, entretanto é comum perceber que as potencialidades da internet têm sido pouco aproveitadas nas aulas de Matemática. Nesse sentido, a sala de aula caracterizada por sua complexidade, mesmo quando faz uso de recursos da internet mantém práticas de ensino e aprendizagem que expressam culturas socialmente produzidas quando a internet ainda não se fazia presente. Nessa direção, contei com os pressupostos da investigação qualitativa e de um trabalho colaborativo entre mim e as professoras de duas turmas do primeiro ano de escolas públicas estaduais do estado de São Paulo, sendo uma na cidade de Vinhedo e outra na cidade de Nova Odessa: Escola Técnica Estadual (ETEC), para buscar compreender práticas culturais de ensinar e aprender (re)constituídas nas aulas de Matemática mediadas pela internet em um ambiente híbrido. Considerei as características do ambiente híbrido para a condução das aulas cujo estudo sobre o conceito de Função foi o foco em ambas as escolas. Adotei as análises narrativas para expressar a produção do meu conhecimento sobre os dados constituídos nas duas salas de aulas, as quais são vistas nessa pesquisa como comunidades de prática que são sistemas complexos. Assim, meu olhar para os dados foi a partir da Ciência da Complexidade. Os resultados elucidam que as ações docentes são facilitadas pelas potencialidades do ambiente híbrido para atender as necessidades emergentes nas salas de aulas, entretanto nota-se que os modelos blended learning sugeridos para a abordagem pedagógica em um ambiente híbrido não atendem tais necessidades por si só, mas sim a fusão dos elementos de tais modelos, uma vez que a adaptação da sala de aula ocorre a partir de fenômenos emergentes e que se auto-organizam, ou seja, complexos. Com a mediação da internet houve indícios de (re)constituição de práticas docentes de planejar e avaliar, uma vez que as professoras aprendiam enquanto membros dos coletivos de aprendizagem que se formavam a partir das discussões emergentes no Facebook. Por consequência, revisitavam os planejamentos e repensavam suas avaliações. Também houve indícios de (re)constituição nas práticas de estudos dos alunos, uma vez que os estudos sobre o conceito de Função ocorreram sob uma perspectiva mais investigativa em decorrência das potencialidades da internet e os estudantes tiveram mais liberdade em seus processos de aprendizagem com a presença da internet. O trabalho colaborativo contribuiu para que as ações da pesquisa atendessem as emergências das salas de aula. Espero que a pesquisa fomente questionamentos e ações educacionais que consideram a complexidade da sala de aula diante dos impactos culturais que nossa sociedade tem vivenciado devido ao avanço da internet

 

Palestrante: Ana Paula Rodrigues Magalhaes de Barros

 

É docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus Hortolândia. Doutora em Educação Matemática pelo Programa de Pós Graduação em Educação Matemática da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/ Rio Claro). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo Programa de Pós Graduação Multiunidades em Ensino de Ciências e Matemática (PECIM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/ Presidente Prudente). Lecionou em Instituições de ensino superior e possui ampla experiência docente na Educação Básica. É participante do Grupo de Pesquisa em Informática, Outras Mídias e Educação Matemática (GPIMEM) e do Grupo de pesquisa de tecnologias digitais e Educação Matemática (PECIMAT). Participa também do Grupo de Sábado (GdS), que é um grupo colaborativo onde professores e acadêmicos compartilham e investigam práticas da sala de aula.Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologias digitais para o ensino e aprendizagem de Matemática, metodologias de ensino com uso de tecnologias, sala de aula, formação de professores, construcionismo e Ciência da Complexidade. (Texto extraído do Currículo Lattes em Abril de 2019).

 

Dia 08 de maio de 2019 – quarta-feira (Das 20:55 às 22:35)

 

Palestra: Estrelas, uma breve introdução

Resumo: Estrelas são fascinantes objetos que o homem observa há milênios, a visão que temos desde sempre sobre elas é de pontos luminosos no céu durante as noites escuras. Estrelas têm um papel determinante da existência de vida na Terra, bem como na produção/difusão de elementos químicos acima He. Nesta palestra, para fins didáticos, exploraremos um pouco do conhecimento que existe a respeito dessa “fauna" tão bela e diversificada que que podemos contemplar numa noite de céu limpo e escuro. Falaremos sobre como elas nascem, vivem e “morrem”.

 

Palestrante: Prof. Dr. Rodolfo Valentim

Departamento de Física

Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas

Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema

 

Possui graduação em bacharelado em física pela Universidade Estadual de Campinas (2002), mestrado em ciências pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (2007) e doutorado em Doutorado em Ciências pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosfércias (2012). No período de 2014-2015 foi Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no Campus Diadema. Tem experiência de pesquisa nos seguintes temas: Estrelas de Nêutrons, Supernovas, neutrinos de Supernovas, Cosmologia e Estatística Bayesiana. O pesquisador possui grande experiência em Ensino de Física, Matemática e Estatística pois, ministrou aulas nos níveis médio, técnico e superior. (Texto extraído do Currículo Lattes em Abril de 2019)