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Docentes podem participar de pesquisa sobre práticas pedagógicas

  • Publicado: Segunda, 29 de Março de 2021, 14h22
  • Última atualização em Segunda, 29 de Março de 2021, 14h29

Levantamento subsidiará ação educativa para reeducação das relações étnico-raciais e de gênero

No período de 29 a 16 de abril docentes poderão responder o questionário que visa de traçar um diagnóstico das práticas pedagógicas dos professores que atuam na educação básica no IFSP.

O questionário integra o Projeto AFROIF — currículo, pensamento decolonial e formação docente, proposta contemplada pelo Edital “Equidade Racial na Educação Básica”, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), que entre outras ações prevê a pesquisa junto aos professores de todos os 36 câmpus do IFSP.

“A colaboração dos docentes é fundamental para que seja possível conhecer as dificuldades, experiências relevantes e potencialidades que tais profissionais possuem para promover uma ação educativa orientada à reeducação das relações étnico-raciais e de gênero e para desenvolver uma proposta pedagógica com perspectiva na história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Esperamos contar com a participação de todos os docentes, tanto da base comum, formação geral, propedêutica, como das áreas de formação profissional, técnica, do ensino médio e superior”, analisa Valquiria Tenório, membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI/IFSP) e do Comitê Gestor da pesquisa.

Os docentes poderão responder ao questionário aqui.

 Link vídeo sobre o Projeto AFROIF : https://www.youtube.com/watch?v=bOSKBUcdS1k&t=21s

O projeto

Elaborado por um grupo de pesquisadores do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFSP e colaboradores, o Projeto AFROIF está entre as 15 propostas de pesquisa aplicada selecionadas em um total de 605 submetidos ao Edital Equidade Racial na Educação Básica, oriundos de todo o Brasil. Os projetos foram aprovados pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), iniciativa do Itaú Social em parceria com o Instituto Unibanco, a Fundação Tide Setubal e a Unicef. “Vamos contar com recursos da ordem de R$ 150 mil para a pesquisa aplicada, cujo resultado viabilizará ações concretas de formação teórica e prática, visando a inserção efetiva da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena no nosso currículo e prática pedagógica”, explica Caroline Jango, pedagoga e coordenadora do projeto. 

O edital prevê que o projeto seja executado até 1º de abril de 2022. Para isso, está sendo desenvolvido em três etapas. A primeira etapa é a aplicação do questionário nos câmpus, que terá como público alvo os 2.611 docentes ativos permanentes de todas as unidades do Instituto. A partir dos resultados e demandas apontados será construído um curso de formação que oferecerá processos formativos inovadores aos docentes, algo diferenciado, pautado no diagnóstico obtido. “O objetivo é abrir espaços permanentes de escuta, trocas de experiências e saberes decoloniais, com a criação de núcleos de produção de materiais didáticos e de referência que apoiem a ação educativa nas diversas áreas do conhecimento com perspectiva nas africanidades. Para isso, a participação dos professores na resposta aos questionários é fundamental”, considera o professor Huyra Araújo, membro do NEABI/IFSP e do Comitê Gestor do projeto. 

O trabalho também vai permitir um avanço na consolidação da inserção de conhecimentos e conteúdos que estão sendo pautados na construção dos Currículos de Referência da Educação Básica do IFSP (CRs).

As ações visam ainda ao atendimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que alteraram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e inclui a obrigatoriedade das temáticas História e Cultura Afro-Brasileira e História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, respectivamente, nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. 

Ceert

O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) realiza, desde 1990, pesquisas e programas de intervenção focados na valorização da diversidade e na promoção da equidade de raça e gênero no mercado de trabalho. Ao investir na promoção da equidade racial e de gênero em instituições, o Ceert pretende contribuir para a quebra do ciclo de violência a que estão submetidas às pessoas negras no Brasil, destacadamente os jovens negros, por meio do exercício do direito ao trabalho digno, em condições de igualdade. Dessa forma, além de denunciar as violências sofridas cotidiana e sistematicamente pela população negra, cujos jovens e mulheres experimentam taxas altíssimas de homicídios e outras formas de violação de direitos fundamentais, o Ceert busca construir alternativas para melhores condições de vida para este segmento populacional, por meio da plena fruição de seus direitos sociais e econômicos.

Saiba mais em https://editalequidaderacial.ceert.org.br/#sel

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